Biodiversity in agroforest landscapes

In the southern region of Bahia state, northeastern Brazil, a large part of the remaining forest

(~ 48%) is actually represented by shaded plantations of Cocoa, the so-called cabrucas. In these traditional plantations, the cacao replaces the native forest understory but is grown under the shadow of a few native remnant trees. Our research shows that, although these agroforests are not substitutes for the native forests, they have an enormous importance for the conservation of regional biodiversity, as they harbor many native species including forest species, some even threatened by extinction. However, over the years a series of initiatives to increase productivity have encouraged management intensification of the farms, leading to a decreasing in local quantity shading trees. In addition to a large biodiversity loss, as more tree species are lost after intensification, such practice could significantly decrease the regional carbon stocks because even representing nearly half of the Forest that remains, cabrucas contribute to most of the (59%) of the carbon stored in the region. We estimate that if all cabrucas would be thinned according to the proposed intensification management, 21 million tons of carbon dioxide would leak to the atmosphere. This is equivalent to about of 75% (2/3) of the carbon currently stored in all native forests remaining in the region.

 

However, our research points to the possibility of having certain situations in the which it is possible to reconcile the presence of carbon, stored in large trees, with productivity levels above the regional average. All these studies are published, but our next step as part of a large research network is to increase our understanding regarding the identification of management protocols that allow us to reconcile local production, biodiversity and ecosystem services. We believe that such information will allow us to propose strategies to promote sustainable development of such an important hotspot.

 

Na região sul do estado da Bahia, no Nordeste do Brasil, grande parte da floresta restante (~ 48%) é representada por plantações sombreadas de cacau, as chamadas cabrucas. Nestas plantações tradicionais, o cacau substitui o subosque nativo, e algumas árvores de dossel são deixadas para sombrear a plantação. Nossa pesquisa mostra que, embora essas agroflorestas não sejam substitutos das florestas nativas, eles têm uma enorme importância para a conservação da biodiversidade regional, pois abrigam muitas espécies nativas, incluindo espécies florestais, inclusive as ameaçadas de extinção. No entanto, ao longo dos anos, uma série de iniciativas para aumentar a produtividade incentivaram a intensificação do manejo das fazendas, levando a uma diminuição das árvores de sombreamento. Além de uma grande perda de biodiversidade, à medida que mais espécies de árvores são perdidas após a intensificação, tal prática tende a diminuir significativamente os estoques regionais de carbono porque, mesmo representando quase metade da cobertura florestal no sul do estado, juntas as cabrucas contribuem para a maioria (59%) do carbono estocado. Nós estimamos que se todas as cabrucas fossem intensificadas, 21 milhões de toneladas de dióxido de carbono seriam liberados para a atmosfera. Isso equivale a cerca de 75% (2/3) do carbono atualmente armazenado em todas as florestas nativas presentes na região.

No entanto, nossa pesquisa aponta para a que em algumas situações de manejo é possível conciliar a presença de carbono, armazenado em grandes árvores, com níveis de produtividade acima da média regional. Nosso próximo passo como parte de uma grande rede de pesquisa é aumentar nossa compreensão em relação à identificação de protocolos de maneijo que nos permitam conciliar a produção local, a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Acreditamos que essa informação nos permitirá propor estratégias para promover o desenvolvimento sustentável de um hotspot tão importante.

 

 

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